domingo, 25 de abril de 2010

A minha maior admiração (Me encaixo na justa medida do seu mundo)

A minha maior admiração (Me encaixo na justa medida do seu mundo)


Eu sou o seu maior presente
Sua melhor oportunidade
Aquela que te fará sempre contente
O seu sonho de um amor de verdade

E o que você quiser eu mudo
Por você eu me transformo
Me encaixo na justa medida seu mundo
Chego ao máximo, no meu limite
Você para mim é tudo!

A minha maior admiração
Define o seu jeito de ser
Algo acima de mera atração
Sentimento supremo de bem querer

Todo o meu carinho
Pede seus abraços
E o seu caminho
É o rumo dos meus passos.

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Eu não sei classificar se essa letra é recente ou antiga... Depende, comparada a que? Eu comecei a escrever com 12 anos de idade.

E nesse caso da letra o erro deve ter sido meu. Porque eu demorei muito para compreender que o meu melhor nunca seria o bastante e depois disso passei a mudar somente qdo 'mudar' me tornasse uma pessoa melhor para o mundo e não para agradar ninguém.

Eu coloquei entre parênteses outro nome para a música porque até hoje quando acontece alguma situação que me faz lembrar dessa letra, a frase que mais me vem à cabeça é "Me encaixo na justa medida do seu mundo"

Não sei como ficarão as postagens aqui. O tempo anda escasso. Não tenho escrito muito.

Tenho uma questão para os leitores. Podem responder por onde bem entenderem. Outro dia estava em um debate na mesa do bar com um amigo. Ele me afirmou que nós não escrevemos para uma pessoa específica e não necessariamente porque estamos apaixonados pela pessoa. O que nos move é a idéia do sentimento. Nós escrevemos pelo sentimentos que nos despertou e que um dia foi de determinada pessoa. Vocês concordam com esse meu amigo?

terça-feira, 20 de abril de 2010

O seu "boa noite" me faz mais feliz

O seu "boa noite" me faz mais feliz

Ai, é tão engraçado

Todo esse medo de fazer errado

Tudo era simples brincadeira

Mas parece que errei feio na mão

E agora ando por aí sem eira nem beira

E todos dizendo que é mesmo paixão

E eu tentando medir as palavras

Disfarçando todo o meu querer

Não sabe mais se estou contente ou brava

Sempre faço tudo pra você não perceber

Só que eu tenho algo aqui explodindo no peito

Acho que é preciso jogar limpo e te contar

Primeiro achei que era engano mas sei, não tem jeito

Sonho em fazer esse romance se realizar

Agora me diz, por favor, o que sente

Não me enrola, nada de fazer fita

Veja como tudo isso se faz tão urgente

Eu preciso saber se nessa história você acredita

(...)

Às vezes parece que você não crê mais no amor

Mas acho que o que te falta é uma história de verdade

Para que você esqueça tudo que te causou dor

E para que eu possa sem medo sentir toda essa saudade

Que sinto lembrando de você

Que eu possa te dizer

Toda falta que você faz aqui perto de mim

O quanto o seu ‘boa noite’ me faz mais feliz

Que o seu sorriso me deixa sonhando assim

E que você parece ser tudo o que eu sempre quis

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É interessante...


domingo, 18 de abril de 2010

O meu barquinho

Por duas questões:

*Preservar a intimidade e, consequentemente,
*Para que os personagens da história não sejam identificados, posto apenas a parte final desta prosa:

O Meu Barquinho

(...)

Não que eu quisesse algo como fusão de almas e mentes. Não somos incompletos. É algo como um barco ancorado no meu cais. Que embeleza a paisagem desde que vem de longe. Que quando aporta enche o solo de amor. Você, querido, é o meu barquinho. E eu tenho tanto medo que você ancore em outros portos, que se perca em novas águas.

E só porque você é o barquinho da minha paisagem eu acho que todo mundo queria um barquinho como você.

Um dia em conversa com um grande amigo, falamos da importância da música "O Barquinho" de Maysa. Ele afirmou que as pessoas imaginam a música. Tanto é que cada um imagina o seu barquinho. E no caso, querido, o meu barquinho é você.

Ternura

Ternura - Vinicius de Moraes


Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.

DESCOBERTA NO MIRANTE

DESCOBERTA NO MIRANTE



Um encontro tão lindo das águas do mar

O mirante, meus sonhos, um clima para amar

Os casais apaixonados sem aviso e nem hora

O meu peito explodindo, te quer sem demora

Foi ali tão distante que eu me convenci

Da paixão que eu guardava aqui dentro por ti

No mesmo instante quis gritar, te contar

Mas por medo minha voz não soou pelo ar

Passaram-se meses, o encanto acabou

Só uma tristeza exata pelo que não vingou

Nunca me arrependi tanto pelo que não vivi

A saudade me mata, o remorso se ri

Continuei te adorando, sem nunca te ter

Jamais saberá os sonhos que eu sonhei pra você

Vou lembrar esse dia com muito pesar

A descoberta de um sentimento fadado a morrer

A ‘esperta’ prudência em não te contar

E a dúvida sobre o que iria mudar se pudesse saber

E no reino dos sonhos, um se destaca

Ganha força por toda a ilusão que o abarca

Nina como se fosse um menino tal devaneio

Me entrego à fantasia sem nenhum receio:

O mirante bem ali

Um dos casais a sorrir, se tratava de nós

Um sorriso gentil e escuto a sua voz

Qualquer brincadeira que me faz gargalhar

Meu coração a mil no momento em que vem me beijar

Mas já é tarde, hora de acordar

Amanhã é dia de branco, tenho que trabalhar

Dormir o sono dos justos, parar de sonhar

O sonho que de olhos abertos se pode idealizar

Tão perfeito que nunca se fará verdade

Tão antigo e distante da felicidade

É tão lindo que eu nunca contei a ninguém

É um bem precioso, sorte de quem tem.

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Esse é relativamente novo. Tem por volta de um ano, também gosto bastante. Eu poderia dizer qual o local que eu descrevo no poema mas é mais divertido deixar as pessoas especulando.


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Poeminha popular

Esse poema é divertido. Feito há quase um ano atrás, revela um bom momento onde assumo o que me traz felicidade. Do fundo da alma. É raro esse. De influência beeem Manuel Bandeira para o meu gosto. Vejam, o que acham?

Poeminha popular


Deixe-me com os populares

Porque lá eu sou feliz

Porque o esforço foi descobrir

Quando na vida fui assim

Na verdade eu já sabia...

Eu sentia.

(...) E agora me deixe em paz

Hoje está sol, o mar está revolto

Uma mesa e pessoas reunidas

Há crianças, música e poesia...

Ah, estou com uma esperança de vida.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Inspiração

Inspiração


Você

Toda a inspiração de um momento

O som de um violão

Deixar fluir o sentimento

Falar de coração p/ coração

Toda mágica antes esquecida

Um ambiente à meia-luz

Situação nunca vivida

Uma paixão que me seduz

É a simples história

Que eu sonho com você

Guardar p/ sempre na memória

P/ o sonho não morrer

E se pudesse até contava

Mas e medo de arriscar?

Eu até me declarava

De que jeito te falar?

Perceba nas entrelinhas

Eu te peço por favor

P/ não me arrepender da minha

Falta de coragem, amor


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Letrinha simples feita com base em um breve encanto de pouco tempo atrás.


Se você soubesse, você viria?

Se você soubesse, você viria?

Se eu dissesse que te amo, você viria até mim?

Se eu dissesse que o meu sonho contigo era um amor do tipo “carpe diem”, “não seja imortal posto que é chama”, você viria?

Se soubesse que todas as noites eu peço para o Meu Deus te guardar porque você é a minha vida e eu fico como uma criança perdida em uma enorme loja de departamentos quando você me falta, aí sim você viria?

Se soubesse que quando eu estou triste, com aquela tristeza que coloca uma bigorna dentro do nosso peito, eu olho sua foto para o seu olhar me acalmar e deitada na minha cama com o nosso bichinho de pelúcia, chamo baixinho o seu nome, tentando te avisar que você é essencial ao meu lado, daí você viria?

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Eis a minha prosa preferida. Estou engatinhando nesse tipo de texto ainda, mas já percebi que levo muito mais jeito nisso e em poesias sem rima =P do que nas letras de música nas quais insisti por tanto tempo.
Tem inspiração na prosa do Vinícius chamada "Para uma menina com uma flor" Segue a prosa para análise de estilos:

Para uma menina com uma flor

Porque você é uma menina com uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, que aliás você não vai nunca porque você acorda tarde, tem um ar recuado e gosta de brigadeiro: quero dizer, o doce feito com leite condensado.
E porque você é uma menina com uma flor e chorou na estação de Roma porque nossas malas seguiram sozinhas para Paris e você ficou morrendo de pena delas partindo assim no meio de todas aquelas malas estrangeiras. E porque você quando sonha que eu estou passando você para trás, transfere sua d.d.c. para o meu cotidiano e implica comigo o dia inteiro como se eu tivesse culpa de você ser assim tão subliminar. E porque quando você começou a gostar de mim procurava saber por todos os modos com que camisa esporte eu ia sair para fazer mimetismo de amor, se vestindo parecido. E porque você tem um rosto que está sempre num nicho, mesmo quando põe o cabelo para cima, como uma santa moderna, e anda lento, a fala em 33 rotações mas sem ficar chata. E porque você é uma menina com uma flor, eu lhe predigo muitos anos de felicidade, pelo menos até eu ficar velho: mas só quando eu der aquela paradinha marota para olhar para trás, aí você pode se mandar, eu compreendo.
E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pajem medieval; e porque você quando canta nem um mosquito ouve a sua voz, e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca. E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim para ele, e ele escuta mas não concorda porque é muito meu chapa, e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho. E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação, e você é capaz de ficar me olhando horas. E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara– na-Vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando. E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.
E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as outras mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta penando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê. E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, "Minha namorada", a fim de que, quando eu morrer, você se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse, cantando sem voz aquele pedaço em que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois.
E já que você é uma menina com uma flor e eu estou vendo você subir agora – tão purinha entre as marias-sem-vergonha – a ladeira que traz ao nosso chalé, aqui nestas montanhas recortadas pela mão presciente de Guignard; e o meu coração, como quando você me disse que me amava, põe-se a bater cada vez mais depressa. E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos – eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão, de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfeitando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações – porque você é linda, porque você é meiga e sobretudo porque você é uma menina com uma flor.

Sonho de ninar

Das letras de música que fiz, talvez essa seja a minha preferida. Bem antiga e uma graça:

Sonho de ninar

Quero dormir no teu colo
Sonhar com teu peito
Ver esse teu jeito
Que me faz querer te amar
Vida cor de rosa
Filha da verdade
Sempre toda prosa
E a felicidade
Minha companheira
Nas horas em que sonhei te amar

Louca sedução e o forte desejo
Aguenta coração, quero esse teu beijo
Não, não pede mais
Que eu desaprendi a esperar
Teu mundo a me encantar

E esse teu meigo
Sorriso de criança
Olhar que não se cansa
De a todo momento contemplar
A luz do meu cantar

E a lua cor de prata
Tristeza coisa extinta
Nosso amor é claro como água
E a coisa mais linda
É ver o nosso amor enfim se realizar
E esse momento eternizar

Vi toda alegria
Fugir à razão
E as fantasias eram a realidade de então
Em um sonho de ninar
Com um verso te declarar
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E talvez aquela frase da música do Nelson Gonçalves explique o meu apreço por essa música "Mas como esse bem demorou a chegar. Eu já nem sei se terei no olhar Toda pureza que eu quero lhe dar".

Esclarecimento

Leitores, muito provavelmente amigos! Publicarei coisas que até então foram guardadas a sete chaves. Nem sempre minhas prosas e poesias se referem a minha vida pessoal. Logo, peço o favor de que não fiquem brincando de adivinhar para qual história eu fiz o que ou coisas do gênero. Arte é arte. Isso aqui é a minha modesta arte. Declarações são declarações e não é esse o intuito do blog.

Agradeço a compreensão,

Nathália

Dos fatos que levaram o blog a ter esse nome

Primeiramente cumpre esclarecer que essa pessoa que vos escreve é fã apaixonada de Vinícius de Moraes; Que gosta demais do trio óbvio Vinícius, Tom e Toquinho.

Em razão de tratar-se de um blog de conteúdo pessoal tenho a pretensão de divulgar alguns dos meus escritos e também as músicas e poesias dos meus compositores/ autores preferidos.

O nome do blog vem convenientemente de uma música simpática chamada Água de beber. Para ser mais exata da frase "Eu nunca fiz coisa tão certa. Entrei para escola do perdão. A minha casa vive aberta. Abre todas as portas do coração."

Acredito que os poetas já tenham entendido. Não vou me aprofundar em explicações porque poesia na minha opinião é 90% sentimento. "Ou sente ou não sente."

Eis a música, pedra inicial na construção desse blog:


Água de beber
Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim

Eu quis amar mas tive medo
E quis salvar meu coração
Mas o amor sabe um segredo
O medo pode matar o seu coração

Água de beber
Água de beber, camará
Água de beber
Água de beber, camará

Eu nunca fiz coisa tão certa
Entrei pra escola do perdão
A minha casa vive aberta
Abri todas as portas do coração

Água de beber
Água de beber, camará
Água de beber
Água de beber, camará

Eu sempre tive uma certeza
Que só me deu desilusão
É que o amor é uma tristeza
Muita mágoa demais para um coração

Água de beber
Água de beber, camará
Água de beber
Água de beber, camará



Segue depoimento do Edu Lobo acerca do que foram as casas abertas de muitas décadas atrás no Rio de Janeiro:

"Mas eu acho que por causa do Vinícius que se inventou essas casas abertas, acho que ele começou a abrir a casa dele e todo mundo começou a copiar um pouco, ele começou a fazer as pessoas abrirem suas casas, entendeu? Não dá nem pra comparar com hoje em dia. Mas, enfim, eram casas abertas que você entrava e estava lá todo mundo tocando, podia ser na dele, na do Tom. Mas eu acho que quem fez, quem mexeu na fechadura, quem abriu essas portas foi Vinícius, foi por causa dele, de tanto ele fazer isso, acho que as pessoas foram imitando."

Essa é a idéia do blog. A criação individual. A criação conjunta. A inspiração. As parcerias. Os meus ídolos. A minha base de identificação.

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